Valparaíso: uma colagem trash no meio do Chile

⦾≈ Valparaiso is a permanent and peaceful disorder. A mix of punk & hippie vibes in a trashy panorama of a port city with its quite characteristic hills. An architectonical mix of aesthetics coming from a past of English, German and Spanish immigrants blended with interesting urban art expressions. A more shared, democratic and slow lifestyle place. The city is just that, a collage. A zine. A John Waters movie. A song from The Kills. Sun, fog, alleys and stairs. A dynamic place, with energy flowing from people from all over the world. Valparaiso is one of those cities that makes you want to live in its pleasant and easy pace.


Valparaíso é uma permanente e tranquila desordem. Uma mescla punk & hippie em um panorama trash de cidade portuária e cerros bastante característicos. Uma estética mestiça que involucra não só o passado de imigrantes ingleses, alemães e espanhóis; mas a mescla igual de manifestações artísticas urbanas interessantes. A arquitetura, street art, o teatro, a fotografia. O apreço por um estilo de vida mais compartilhado, democrático e despacito.

A cidade é mesmo isso, uma colagem, um zine. Una película de John Waters. O conteúdo são los chiquillos vendendo torta mágica na praça, os grafites avançando à cidade, os marines em proteção plana. Tem sol, tem neblina. Cerro Concepción e Cerro Alegre para o turista e o resto para os tiger cats dos becos e escadarias. Um lugar dinâmico, com fluxo de energia e gente de todas as partes.

Valparaíso é daquelas cidades que te fazem querer vivê-la. Tem  um ritmo agradável e fácil. A boêmia, a juventude, o fazer tudo a pé. Roupas nas janelas, cachorros e gatos pelas ruas. Os fios e cabos elétricos rabiscando a arquitetura européia adaptada aos containers. Os porteños simpáticos, a linguagem de la calle, a vista para o mar. Um oceano pacífico, silencioso e introspectivo.

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Viemos para cá com a intenção de passar todo o inverno e esperar a primavera chegar para descer ao sul do Chile e ir à Patagônia. Mas, ao memos tempo, com planos de viver um tempo largo, já que a grana está curta e precisamos de mais para continuar. Por isso, se conseguirmos trabalho remunerado, a ideia é ficar seis meses ou mais. Ojalá, benzedura e vibrações para que isso aconteça. Adoramos esse lugar e as pessoas que já conhecemos aqui.

A vida aqui está financeiramente apertada, mas boa demais. O Chile é um país caro, na qual a nossa moeda vale merda, mas ok, os freelas de poquinho apareceram. Além do mais, está sendo maravilhoso viver e fazer voluntariado no Hostal Acuarela. Cômodo, hóspedes bacanas, café da manhã rico, lavanderia, frutas o dia inteiro para elas e o melhor, equipe e chefes legais. Aí claro, coração sem pressa batento por Valparaíso.

Assim continuamos nesse lugar que é mais que Cerro Alegre, Cerro Concepción e La Sebastiana, a casa de Pablo Neruda. Seguimos a descobrir mais cotidiano pelos cerros Cordillera, Cárcel, Polanco, Yungay e Larraín. A bailar por algumas discos paradas no tempo e outras nem tanto assim. A caminhar pelo mercado de pulgas e desfrutar das inúmeras apresentações culturais. A tomar vinho e fumar um pito, admirando esse lugar criativo e de reinvento, numa permanente e tranquila desordem.

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5 comentários sobre “Valparaíso: uma colagem trash no meio do Chile

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