Dinheiro: sobrevivemos um ano mochilando

Dinheiro e gastos são as maiores preocupações das almas inquietas que desejam sair a mochilar. Percebemos isso não só porque também fomos assim, mas pela quantidade de pessoas que nos enviam mensagens abrindo essa questão. Por isso, decidimos escrever essa publicação para contar como manejamos o setor financeiro da nossa vida nômade e, assim, encorajar toda essa gente.

A verdade é que pouco administramos nossa relação com o dinheiro, para ser bem direto. Nunca colocamos nada na ponta do lápis e no papel, mesmo sabendo o quão saudável é esse exercício. Rola preguiça de planilhas de orçamento. Pior que nem somos ricos para deixar isso de lado, muito pelo contrário, saímos para viajar com pouca plata. O que sucede é que temos uma consciência natural do que se alcança comprar ou não.

Cada um de nós deixou o Brasil com pouco mais de cinco mil nos bolsos, com a intenção de viajar a América do Sul durante seis meses. Claro, essa grana não existe mais e na próxima semana completaremos um ano de viagem. O que isso quer dizer? Que é preciso se movimentar para que a coisa toda prossiga, ou seja, gerar dinheiro ou deixá-lo de usar em diversos âmbitos da vida.

O que nos alivia e nos aliviou em todo esse tempo é não gastar com hospedagem; por isso, usamos muito Couchsurfing. Além disso, como a base da nossa viagem é viver um tempo em cada lugar, estamos sempre trabalhando e vivendo em hostels, graças ao Workaway.  Essa é a coisa mais maravilhosa em ser cigano, já que se vive sem os gastos com aluguel, água, luz, internet e um tanto de comida.

Aí, como trabalhar é algo necessário em qualquer modo de vida, incluso nesse nosso, seguimos na labuta. Estamos sempre em busca de fazer algo para ter uns trocados, principalmente porque nos gusta beber e fumar erva buena. Assim, buscamos o tempo todo freelas no Upwork e 99freelas e também já vendemos bolo na rua, trabalhamos de garçons e fizemos agumas fotos por aí. Só não nos prostituímos. Ainda.

Assim, é difícil dizer “quanto gastar num mochilão”. Cada pessoa tem um molde de vida, um estilo de viagem distinto e vícios diferentes. Então, não se prenda a conselhos formatados, que te fazem mais pensar do que, de fato, agir. A mesma noção que é preciso ter na vida “normal”, é preciso ter enquanto viaja. Ora há emprego, salário e cerveja em bares; ora não há nada disso e os goles são em casa mesmo.

Mil perdões pelo desserviço, mas não somos capazes de dizer valores exatos. Para nós, isso é impossível. Entonces, só faça as malinhas e vai, tendo em mente que é preciso se subsidiar aqui, lá e em qualquer lugar. Você se adapta, bicha. Você aprende, bicho. Viver com pouco e de forma instável te ensina um rebolado leve e novo.

 

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6 comentários sobre “Dinheiro: sobrevivemos um ano mochilando

  1. “Você se adapta, bicha. Você aprende, bicho. Viver com pouco e de forma instável te ensina um rebolado leve e novo.” Eitaa vou tatuar isso pra ler sempre e não esquecer hahahah ♥

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  2. Es realmente interesante el cómo van construyendo el día a día en un viaje de mochilero.
    Tan difícil es romper el paradigma burgués occidental impuesto por el sistema y para el cual nos educaron, que resulta excitante salirse y encontrar nuevas alternativas de vida, porque finalmente es eso, es un nuevo estilo de vida que cada día más y más están descubriendo, o quizás no y simplemente tuve el privilegio de conocerlos.
    Creo que me han ayudado a repensar nuevamente el camino que voy a seguir, un abrazo muchachos, sigan disfrutando.

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