Mendoza: onde a vida descobriu em si os seus prazeres

⦾≈ Mendoza is an oasis where life decided to take slow steps to enjoy the best that it has to offer: pleasure. Right by the foot of the Cordilleras de los Andes, in the middle of a desert with well-marked seasons, a city was built. And thanks to the irrigation canals, it presents huge trees that grew to blow the wind in an extremely wooded set with little rain and many hours of sunshine. Mountains, lakes and snow. Life could choose no other geography for wine delights and food treats. We were couchsurfing here and we had been together with the lovely Marcus and Martín. Thanks to them we had the opportunity to get to know such great places like the Bodega Salentein and Bodega Trapiche, the Killka gallery and little Potrerillos.


Mendoza é mesmo um oásis onde a vida decidiu dar passos lentos para aproveitar aquilo que ela mesmo tem de melhor a oferecer: prazeres. Foi justo ali, aos pés das Cordilleras de los Andes, que o respiro se fez. Uma cidade construída em meio a um deserto de estações bem marcadas e que, graças ao canais de irrigação, viu imensas árvores crescerem para soprar o vento forte.

Um plano extremamente arborizado, pouca chuva e muitas horas de sol. Montanhas, lagos e neve. Mais de 1.200 bodegas, termais e um ar de Suiça latino-americana. Claro que a vida escolheria essa geografia bendita para ainda o deleite do vinho e a satisfação da boa gastronomia.

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Não dá para estar na cidade e não prestar atenção nesses encantos. Mendoza é uma pintura realista que você admira com taça de vinho em mãos, a todo instante. É uma delícia apenas pisar aqui. Caminhar por entre vinícolas e bodegas, assistir a colheita de azeitonas e conhecer plantações de pêssegos.

E mais, degustar vinhos e queijos em uma galeria de arte erguida junto às uvas e se maravilhar com uma raposa que cruza o seu caminho; ou simplesmente passear pelas largas ruas da cidade e depois escolher alguma das inúmeras praças para descansar, enquanto devora uma bandeja de facturas e um café.

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O que mais fizemos nesse pedaço de charme foi seguir o clichê de nadar em vinho e se embriagar de cenários gloriosos. Primeiro, seguimos por conta própria para a região de Maipú, para conhecer a bodega Trapiche, onde vimos a elaboração e também degustamos alguns rótulos da casa.

O mais interessante desse dia foi caminhar por estradas contornadas pelo mais puro cenário outonal. Aquelas árvores longas, de folhas de tons amarelo e laranja, o vento frio no rosto e a movimentação de uma colheita de azeitonas.

 

Mendoza foi também uma temporada para conhecer gente, unir e se enamorar. Além disso, para comer muito bem e passar lindo ao lado do Marcos, nosso anfitrião do Couchsurfing, e do chef Martín, o ex-namorado-amigo. Foram eles os responsáveis por nos fazer sentir pertencentes ao lugar.

Martín nos levou para conhecer o Valle de Uco, região nobre de produção de vinhos, e o pueblo de Tupungato, onde se produz amêndoas e castanhas. Foi nesse dia que tivemos nosso orgasmo maior. Fomos levados para a Bodega Salentein, que além de produzir alguns dos rótulos mais caros do país, numa vinícola à beira da cordilheira, possui uma galeria de arte fabulosa.

O ápice é que ele é amigo do dono e aí tivemos a oportunidade de experimentar vinhos finíssimos de alta gama e fazer as gays maravilhosas bem relacionadas. Depois fomos a Potrerillos, em Luján del Cuyo, para estar à borda dos rios Mendoza e Blanco.

 

Já com o Marcos tivemos o privilégio de conhecer as viadas mais amores dessa cidade. O Diego, o Mati, o Santiago, o Gonzalo. Uma bela família. Por isso, a nossa relação com Mendoza vai ficar aí, aberta, para que continue, prossiga. É que nos apaixonamos pelas pessoas que conhecemos e não queremos esquecê-las.

Vai doer saudade de todos eles, principalmente do Marcos, esse homem gentil, amoroso, inteligente e ainda um bom amante da cultura brasileira. Essa pessoa interessante que em clima frio nos recebeu cheia de calor, para aquecer tudo que se pode. Assim, partimos com a resistência de não romper. Vamos levar e deixar carinho, para que jamais nos olvidemos dos prazeres desse oásis.

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3 comentários sobre “Mendoza: onde a vida descobriu em si os seus prazeres

  1. Linda matéria, meninos! eu estive rapidamente aí no ano passado, mas o que me encantou mais foi o caminho entre Santiago e Mendonza, pois paramos no Parque do Aconcágua. Foi incrível e certamente é um dos lugares mais incríveis que eu já vi! Os Andes são demais, que os bons ventos e vinhos continuem levando vocês para mais e mais adelante! Beijos

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  2. Não se pode taxar uma época para visitar Mendoza: a cidade tem atrações para todos os períodos do ano. Mas se há “melhor hora” para viajar, escolha entre outubro e maio, entre a primavera e o verão, especialmente, quando há flores, frutos e muito verde, destacando a natureza da cidade. É também quando as vinícolas estão a pleno vapor, recebendo as uvas colhidas e você poderá ver o processo de produção de forma mais completa. Em especial, a primeira semana de março é indicada, pois é quando ocorre a Festa da Vendimia, um verdadeiro show ao ar livre, com danças folclóricas, barraquinhas e tudo mais…

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