De bicicleta pelo Desierto de Atacama

⦾≈ We crossed the border between Bolivia and Chile and suddenly the earth tones were part of our atmosphere. We arrived in San Pedro de Atacama and it was time to explore the highest and driest desert in the world. As Chile is an extremely expensive country and we had already seen lagoons, volcanoes, flamingos, geysers and hot springs in the Salar de Uyuni, we went cycling through the deserts, valleys and caves (the cheapest thing to do in Atacama). By doing that, we got to know the Quebrada del Diablo, Chulacao and Valle de la Luna.


Cruzamos a fronteira entre Bolívia e Chile e de repente os tons terrosos fizeram parte da nossa atmosfera. Erosões, dunas e montanhas. Ficou para trás o branco sal e as temperaturas frias do Uyuni e o marrom de San Pedro de Atacama já empoeirava as vistas. Era o momento de explorar o deserto mais alto e mais árido do mundo.

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Como o Chile é uma país extremamente caro e já havíamos vistos na travessia da Bolívia as lagunas, vulcões, flamingos, gêisers e termais, fizemos apenas os passeios de bicicleta. Pedalar pelo deserto, vales e cavernas é a coisa mais barata a se fazer no Atacama. Um tour de um dia, para visitar uma parte da região, vale os três dias de tour pelo Uyuni, que ainda inclui comida e hospedagem.

Bom, é possível ir de bicicleta somente para alguns pontos do Atacama, assim, dropamos uns papers e a nossa primeira pernada foi em direção à Quebrada del Diablo. É o passeio mais tranquilo de todos. São aproximadamente seis quilômetros do pueblo até chegar no início da trilha da quebrada. Aí é mais ou menos uma hora pedalando pelos imensos paradões dos cânions.

Dizem que esse caminho não tem fim, que é muito fácil se perder. Portanto, pedalamos até chegar num ponto alto para avistar o vulcão Licancabur, um dos mais altos do Chile. Depois, seguimos a estrada de volta, o que foi ainda mais delícia, já que quase não é preciso pedalar e se tem a sensação de fazer bicicross por entre os relevos do lugar.

Num outro dia pedalamos até chegar em Chulacao, um lugar nada turístico cheio de montanhas, cavernas e covas de sal. Conhecemos o Marcial, que é de Santiago, mas vive em San Pedro, e foi ele quem nos levou para esse ponto mais secreto. Depois, seguimos para o Valle de la Luna, que fica em uma reserva fechada e é preciso pagar 2 mil pesos chilenos (R$ 10) para entrar.

O Valle de la Luna é uma mistura de dunas, rochas de sal formadas por erosões, cavernas apertadíssimas e uma estética lunar esculpida pelo vento. É uma das paisagens mais bonitas do Atacama e muita gente espera para ver o pôr do sol desse lugar, com aquela céu de deserto que vai variando de rosa, laranja, vermelho e roxo.

Fizemos esses recorridos alternando entre um dia pedalar e um dia descansar. Ficamos com muita vontade de conhecer Pukara de Quitor e o Valle de la Muerte, que também podem ser feitos de bicicleta. Mas, ficamos gripados, febris e com diarreia e aí só rolou repousar.

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8 comentários sobre “De bicicleta pelo Desierto de Atacama

  1. AInnnnn quero tantoooo!! Que espetáculos de imagens,dá vontade de colocar a mochila nas costas e cair no mundo!!! Belíssimas capturas, como sempre!! Bjão meninos!!

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