Prohibido Centro Cultural e Festival de Cuenca

Enquanto Cuenca se mostra um tanto conservadora, também joga em ti uma enxurrada de coisas culturais para se ver e fazer, inclusive uma que vai de encontro com esse tradicionalismo e se torna um ponto interessantíssimo numa cidade com mais de 50 igrejas católicas em sua área urbana, de pouco mais de 300 mil habitantes (toda região tem em torno de 500 mil).

Esse lugar que chama e nos chamou atenção é o Prohibido Centro Cultural, um espaço sombrio que há vinte anos vem apoiando manifestações culturais marginalizadas. O lugar funciona como uma galeria do artista Eduardo Moscoso e ainda como teatro, bar e café. Ou seja, além de ter uma programação diversa entre peças e cineclube, a decoração e exposição permanente são as próprias obras de Moscoso, que se dividem entre esculturas, pinturas, ilustrações e apropriações.

 


  

 

Chegamos, pedimos uma cerveja e seguimos, ao som de blues, nos maravilhando com alguns jesus de pau duro e de cruz quebradas, caixões, bonecas trouxas desconfiguradas, quadros eróticos, bonecos de vodu enforcados, muita escuridão, dor e sofrimento. E tudo isso fazer parte de onde você senta, bebe, conversa, mija, paga.

Como Moscoso não estava, conversamos um pouco com a esposa, Marta. Foi ela quem nos contou da trajetória do marido, do lugar, das manifestações religiosas já ocorridas em frente ao local e da recusa de museus para expor as obras. Assim, diante disso tudo, foi que decidiram eles mesmos construir um espaço próprio, com muito orgulho.

É para poucos isso aqui. Não são todos que conseguem ver beleza nisso. Sexualidade, dor, sangue e desgraças são coisas que fazem parte de nós, da sociedade. Aqui vivemos a outra realidade. Aquele Jesus ali, por exemplo, não está morto em uma cruz, e sim em um necrotério, como todos nós quando morremos.

 

 


 

Museus e Fiestas de Cuenca

Pois é, eram para ser só dois dias e estamos em Cuenca há mais de uma semana. Não dá para ser pouco, a cidade é delícia demais. E assim usamos os dias que passaram para passear, visitar museus e galerias e também não fazer nada, já que dessa vez não estamos trabalhando para nenhum hostel. Estamos de férias!

Além disso, eu (Diego) fiquei doente e, fora as consultas médicas, gastamos mais dias aqui por conta de alguns exames que tive de fazer; e saúde pública não é algo que funciona tão rápido. Mas não posso reclamar, o sistema aqui é muito bom.

 

Outra coisa que nos fez ficar foi a famosa Fiestas de Cuenca , que ocorreu nesse feriadão para os festejos de independência e día de los muertos. O evento é muito legal porque é distribuído pela cidade toda. Em cada esquina ou praça tem um show, dança, uma apresentação cultural. Aí vem gente de todo o país para expor, vender artesanatos, participar das feiras e festivais gastronômicos. Você vê muita gente e muita arte em cada passo que dá. Lindo.

 



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