Bogotá: roubados pela polícia em Monserrate

Lá em cima, no Cerro Monserrate, se esconde uma vista ampla e bonita de Bogotá. Paisagens selváticas entre a urbanização. Mais de três mil metros a subir por funicular e teleférico, por 14 mil pesos colombianos (R$ 16), ou uma altura para seguir a pé a custa zero, como fizemos. 

Mas, custou caro mesmo as horas aos pés do cerro. Dois policiais e uma abordagem. Mochilas revistadas de forma bruta intimidadora. As perguntas sobre as drogas que não tínhamos. O nervosismo que possuímos. Eduardo com medo não vê o policial pegando dinheiro da carteira. Foi, já era.

Mala suerte e baixo astral para afetar o passeio e gerar discussões. Uma briga vinda em boa hora, já que o silêncio seria a melhor companhia para o fôlego morro acima. Logo as paisagens feito chá calmante e a tranquilidade de volta. Nada mais deveria estragar o dia.

Monserrate

 

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2 comentários sobre “Bogotá: roubados pela polícia em Monserrate

  1. Tive uma experiência pesada com policiais colombianos. Isso em Cartagena. Depois de tomar umas e dançar salsa no Donde Fidel, na cidade amuralhada, eu e um amigo fomos à muralha, por volta da 1h, sem o Café del Mar funcionando, pra vivenciar aquele lugar sem o “glamour turístico” do café, que àquela hora estava fechando.
    Havia alguns poucos casais; eu e meu amigo tomávamos a última cerveja e conversávamos sobre fortes, navegações, olhando pro mar, quando chegou um policial. Ele revistou a gente de frente, pediu pra botar os bolsos pra fora e depois revistou a gente de costas. Quando voltamos a ficar de frente, com uma lanterna, ele “acha” um saquinho de plástico com pó branco ao meu lado. Na hora morri, só minutos depois caiu a ficha de que aquilo foi plantado por ele quando ficamos de costas.
    Foi “bad vibe”: ele interrogava se era nosso, a gente dizia que não, num insinua-responde que durou minutos (ou uma eternidade pro tipo de situação: pensava na minha mãe, no resto de férias, no passaporte, no amor em Bogotá, para o qual eu ia voltar)… Ele, então, chamou reforço num rádio e mais dois policiares chegaram prontamente, como quem já estava à espreita. Tudo armado. Vieram mais interrogações e frases do tipo “Vocês sabem que aqui esse é um problema muito sério…”.
    A gente não cedia em dizer que não era nosso, e meu amigo, mais experiente, sugeriu então que nos levassem até a delegacia e fizessem exame de sangue para constatar se era ou não nosso. Em nenhum momento pediram “propina” nem oferecemos. Depois eu disse que era jornalista e meu amigo, da área de segurança pública. Foi quando, enfim, liberaram a gente.
    Foi trash. Quis jogá-los da muralha, de tanta raiva. No dia seguinte fiz a mala e antecipei minha ida pra Medellin. Nas últimas horas em Cartagena, via um policial e me dava medo. Foi, de certa forma, frustrante – os policiais de Bogotá e Medellín haviam sido maravilhosos.
    A parte isso, a Colômbia é incrível. Voltaria muito. E só tomaria mais cuidado.

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  2. Tive uma experiência pesada com policiais colombianos. Isso em Cartagena. Depois de tomar umas e dançar salsa no Donde Fidel, na cidade amuralhada, eu e um amigo fomos à muralha, por volta da 1h, sem o Café del Mar funcionando, pra vivenciar aquele lugar sem o “glamour turístico” do café, que àquela hora estava fechando.
    Havia alguns poucos casais; eu e meu amigo tomávamos a última cerveja e conversávamos sobre fortes, navegações, olhando pro mar, quando chegou um policial. Ele revistou a gente de frente, pediu pra botar os bolsos pra fora e depois revistou a gente de costas. Quando voltamos a ficar de frente, com uma lanterna, ele “acha” no chão um saquinho de plástico com pó branco ao meu lado. Na hora morri, só minutos depois caiu a ficha de que aquilo foi plantado por ele quando ficamos de costas.
    Foi “bad vibe”: ele interrogava se era nosso, a gente dizia que não, num insinua-responde que durou minutos (ou uma eternidade pro tipo de situação: pensava na minha mãe, no resto de férias, no passaporte; no amor em Bogotá, pro qual eu ainda voltaria)… Ele, então, chamou reforço num rádio e mais dois policiais chegaram prontamente, como quem já estava à espreita. Tudo armado. Vieram mais interrogações e frases do tipo “Vocês sabem que aqui esse é um problema muito sério…”.
    A gente continuava a dizer que não era nosso, e meu amigo, mais experiente, sugeriu então que nos levassem até a delegacia e fizessem exame de sangue pra constatar se era ou não nosso. Em nenhum momento pediram “propina” nem oferecemos. Depois eu disse que era jornalista e meu amigo, da área de segurança pública. Foi quando, enfim, liberaram a gente.
    Foi trash. Quis jogá-los da muralha, de tanta raiva. No dia seguinte fiz a mala e antecipei minha ida pra Medellin. Nas últimas horas em Cartagena, via um policial e me dava medo. Foi, de certa forma, frustrante – os policiais de Bogotá e Medellín haviam sido maravilhosos.
    A parte isso, a Colômbia é incrível. Voltaria muito. E só tomaria mais cuidado.

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